Entre manchetes e bastidores, uma história real vem à tona — daquelas que fazem a gente repensar tudo o que sabia sobre coragem, justiça e destino. Um enredo que mistura superação, desafios e reviravoltas dignas de um filme, mas que ganhou força nos tribunais. No centro dessa virada, uma advogada que se recusou a aceitar o silêncio como sentença e transformou dor em vitória. Nesta reportagem exclusiva, você vai conhecer os detalhes do caso que mudou uma vida — e reacendeu a esperança em muitas outras.
Após assistir um vídeo no Instagram da advogada e escritora Dra. Dolane Patrícia, Helena que prefere não revelar seu verdadeiro nome, vivia em união estável e era constantemente humilhada por seu companheiro, rompeu o ciclo da violência patrimonial e reacendeu o debate sobre justiça, empatia e restauração.
A violência patrimonial é uma das formas mais silenciosas e cruéis de opressão: apaga sonhos, destrói autonomia e aprisiona corações.
Em Roraima, essa história tem nome, coragem e recomeço — o de uma mulher que viu o controle financeiro virar cárcere, mas transformou o medo em liberdade após assistir o vídeo. Dra Dolane Patrícia também é influenciadora digital e seus vídeos tem viralizado por tratar de problemas de família de forma descontraída, mas com cunho informativo, principalmente no que se refere a partilha de bens de forma justa, seja em inventário, seja em divórcio ou dissolução de união estável, principalmente nos casos em que há mulheres vulneráveis aprisionadas pelo medo.
O CONTROLE, O MEDO E O COLAPSO DA DIGNIDADE:
“Ele controlava cada centavo. Eu não podia comprar nada sem pedir. Até o sabonete era controlado, vivia me expulsando de casa, dizendo para eu ir embora que eu não tinha direito a nada, ele me traía e eu havia deixado meu trabalho e meus estudos para cuidar dos filhos, estava perdida, eu achava que não tinha direito a nada e que eu não era ninguém”. Lembra Helena com voz embargada.
Quando finalmente decidiu romper o ciclo, já não tinha nada: sem emprego, sem profissão, sem nível superior, sem renda e com dois filhos pequenos nos braços.
Foi acolhida na Casa da Mulher Brasileira, o maior centro de atendimento a mulheres vítimas de violência em Roraima, onde recebeu abrigo, apoio psicológico e orientação jurídica.
“Foi ali que eu descobri que não estava sozinha”, diz.
O ponto de virada aconteceu quando Helena passou a acompanhar os posts da Dra. Dolane Patrícia, especialista em Direito de Família e Sucessões, sobre violência patrimonial e autonomia financeira
A advogada explicava com clareza e empatia que a Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/06) protege as mulheres também contra a dominação financeira, a destruição de documentos e o bloqueio do acesso aos próprios bens.
JUSTIÇA COM ROSTO HUMANO
Em Boa Vista e nas comarcas do interior, as Varas de Família do Tribunal de Justiça de Roraima têm se destacado pelas decisões céleres.
As MM juízas Dra Joana Sarmento de Matos e Dra Rafaelly da Silva Lampert vêm se tornando referências na efetivação dos direitos das mulheres, deferindo pensões alimentícias dos filhos e nos casos de união estável e vulnerabilidade financeira resultante de violência patrimonial, em harmonia com o entendimento dos tribunais superiores em Brasília, afirma a advogada Dolane.
A atuação dos juízes da Vara de Violência Doméstica, Jaime Pla Pujades de Avila eSuelen Márcia Silva Alves também tem sido exemplar, garantindo medidas protetivas céleres e apoio institucional imediato, completa.
A advogada destaca que o trabalho da Casa da Mulher Brasileira, sob a coordenação da delegada Dra Francilene Lima Hoffmann de Vargas. representa um farol de acolhimento e reconstrução para centenas de mulheres no Estado.
