Livro bilíngue de advogada roraimense sobre direitos da infância conquista prêmio na China

A advogada roraimense Dolane Patrícia tem levado a discussão sobre os direitos das crianças para além das salas de audiência. Autora do livro bilíngue Pequenos Grandes Tesouros – A Criança Atenta Sabe Seus Direitos, ela afirma que a obra nasceu com o objetivo de aproximar crianças do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) por meio de uma linguagem acessível e educativa.

Segundo a autora, a ideia surgiu durante uma viagem à França, em uma conversa com a proprietária da editora Literarte, enquanto visitavam o Palácio de Leonardo da Vinci. Na ocasião, após receber um prêmio internacional, elas discutiam a importância de produzir conteúdos voltados ao público infantil.

“Eu sempre trabalhei com palestras em escolas para ensinar às crianças quais são os seus direitos. Acredito na advocacia preventiva. Quando a pessoa conhece seus direitos, evita muitos problemas no futuro. Mas como uma criança vai reivindicar um direito se ela nem sabe que ele existe?”, afirmou.

Dolane defende que o conhecimento sobre o ECA seja inserido de forma mais efetiva no ambiente escolar. Para ela, muitas crianças desconhecem o estatuto e os direitos que lhes são garantidos por lei, o que dificulta a proteção contra situações de violência, negligência e violação de direitos.

O livro foi lançado durante a Feira do Livro Infantil de Bolonha, na Itália, considerada a maior do segmento no mundo. A obra apresenta uma professora que visita escolas para conversar com os estudantes sobre seus direitos e responder às dúvidas das crianças. A personagem é inspirada na própria autora, que realiza esse trabalho em instituições de ensino.

Desde o lançamento, Pequenos Grandes Tesouros recebeu reconhecimento internacional. De acordo com Dolane, a publicação foi premiada e recomendada em eventos realizados em Londres, Paris e Itália. Recentemente, ela também foi informada de que será homenageada na China, onde receberá uma premiação em novembro, em Xangai.

A advogada destaca que o reconhecimento internacional está relacionado não apenas ao livro, mas à proposta de promover a educação em direitos desde a infância.

“O que foi premiado foi a ideia de levar às crianças o conhecimento sobre os seus direitos, para que elas saibam que merecem respeito, dignidade e proteção”, disse.

“Se queremos mudar o mundo, precisamos começar pelas crianças. É por meio da informação e do conhecimento que conseguimos construir uma sociedade mais consciente e respeitadora dos direitos de todos”, concluiu.

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